Por um 2016 com mais produtividade

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Por um 2016 com mais produtividade

O próximo ano traz grandes desafios às micro e pequenas empresas. A busca pela produtividade é imprescindível para que consigamos fazer mais com menos recursos. O sucesso só será possível se combinarmos uma gestão consciente e focada em boas práticas com a dedicação de cada parte interessada. Arrisco dizer que o impossível não existe quando a gestão está alicerçada em um planejamento consistente, em processos estruturados, em pessoas capacitadas e em uma liderança transformadora.

Para ajudar a aumentar a longevidade das pequenas e médias empresas, a Fundação Nacional da Qualidade investe na melhoria contínua das práticas de gestão e da governança. Percebemos que a grande questão que assolará todas as empresas, em 2016, é como elas poderão avaliar os seus processos e melhorar a produtividade. Aumentar a produtividade significa produzir mais com menos. Isso exige trabalho, atenção, dedicação, análise – uma quantidade de ações que permitem mudar. Não existe caminho curto: os processos precisam ser bem definidos, contando com o envolvimento de todos, num abrangente trabalho colaborativo.

Por que não adianta apenas aumentar a carga de trabalho? O ano tem, em média, 2.112 horas de trabalho, ou seja, 8 horas úteis no dia, 22 dias úteis no mês e 12 meses no ano. A produtividade não está ligada a quantidade de horas trabalhadas, e sim à qualidade do que é feito, ou seja, das entregas. Mas todos têm limites. Portanto, aumentar a carga de trabalho é forçar o colaborador a errar, ou a entregar algo sem qualidade – em algum momento, alguém terá que refazer o trabalho dessa pessoa. A regra é: faça certo da primeira vez.

Em um ano cheio de limitações, o maior desafio das empresas será ter coragem para enfrentar os acertos e erros que as mudanças trarão. É difícil fazer com que as pessoas saiam da zona de conforto e tentem mudar seus processos, otimizando-os. Ferramentas podem ajudar a melhorar a produtividade, mas, se esses instrumentos não forem bem compreendidos e bem utilizados, acabam sendo responsáveis por eventuais perdas de tempo – um dos principais obstáculos para quem quer ser mais produtivo.

Os líderes terão papel fundamental. Cabe a eles criar um ambiente propício ao questionamento e às mudanças, analisando com a equipe o que pode ser mudado e melhorado. Caberá também aos líderes revisar os processos e eliminar as tarefas que não são importantes. Se alguém faz um relatório, mas ninguém está lendo, pare de fazê-lo. É muito importante ter a coragem para mudar e quebrar paradigmas. Os líderes têm a obrigação de direcionar os colaboradores para a execução certa das atividades certas.

Depois de alterar os processos, avaliar a eficiência é imprescindível. Esse processo tem que ser constante. Dá trabalho, mas também dá resultado. Além disso, o colaborador tem que se sentir parte, tanto do problema quanto da solução. Então, deve-se recompensá-lo por seu engajamento e boas ideias, com reconhecimento, dias de folga ou prêmios em dinheiro, quando o momento permite.

Não tenho dúvidas de que, em um cenário de crise como o nosso, as MPE representam a mola propulsora dos negócios e da economia. Não há espaço para o individualismo. O resultado de uma empresa mais produtiva e colaborativa é o que torna o país mais competitivo. É como diz o provérbio chinês: “Se você quer manter limpa a sua cidade, comece varrendo a frente da sua casa”.

Por Jairo Martins – 04/12/2015

2017-11-12T21:34:39+00:00 By |Novidades|0 Comments