O mercado cervejeiro

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O mercado cervejeiro

No Brasil existem diversos mercados que fazem as engrenagens da economia girar, temos o setor automobilístico, de alimentos, farmacêutico e entre outros. Cada um sua parcela de contribuição para não deixar a maquina parar. O assunto que a ser abordado nesse artigo será sobre o mercado cervejeiro. Mercado que contribui fortemente para o desenvolvimento econômico do Brasil. Segundo a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (ServBrasil) atualmente o seguimento é um dos que mais empregam no país, tem cerca de 2,7 milhões de postos de trabalho, entre empregos diretos, indiretos e induzidos. Esse ramo de atividade é responsável por quase 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, possui 53 fabricas e representa 15% da indústria de transformação do Brasil.

Esse mercado trás um histórico. A cerveja consumida hoje passou por um processo de evolução. Não existem informações precisas de quando a cerveja foi descoberta, o homem conheceu o processo de fermentação há mais de 10.000 anos, provavelmente devido ao contato da água com cereal que posteriormente sofreu fermentação, gerando álcool. No Brasil a cerveja demorou a chegar, pois o mercado era dominado pelo comercio dos vinhos e chegou em 1808, trazida pela Família Real, pois o Rei da época não podia ficar sem sua cerveja e em 1836 se deu inicio a fabricação da bebida no país. Mas no principio e até hoje a cerveja é mais apreciada pelas classes de menor poder aquisitivo.

Segundo o Anuário 2014, publicado pela ServBrasil, o ranking de consumo da cerveja em 2012 foi liderado pela República Tcheca, onde o consumo no ano foi de 148,6 litros por habitante, e ocupando o segundo e terceiro lugar aparece a Áustria e Alemanha com os números 107,8 e 106,1 litros por pessoa. O Brasil não é um grande consumidor de cerveja, está na posição 24º, os brasileiros consomem 68,3 litros de cerveja por ano, mas hoje ocupa o 3º lugar na produção do liquido.

Atualmente temos diversos tipos de cervejas. Aquela bebida produzida há mais de 10.000 mil anos atrás, hoje tem diversas formas cores, sabores e aromas. Exitem cervejas Pilsen, Export, LagerDortmunder, Munchen, Bock, Malzbier, Ale, Stout, Porter, Weissbier, Alt, cervejas Ice, com limão, tequila, sem alcool e entre outras variações que aquecem o mercado cervejeiro, mas a favorita entre os brasileiros é a Pilsen   por seu sabor delicado, leve, clara e de baixo teor alcoólico (entre 3% e 5%), seu consumo chega a ser  98% do total ingerido no Brasil. Nesse mundo de cervejas, o mercado atende a todos os gostos e bolsos. Muitos reclamam do preço da cerveja no mercado nacional, mas a realidade é mais assustadora em outros países, como foi publicado na Revista Exame, em Genebra, na Suíça, uma garrafa de cerveja Pilsen de 330ml que no Rio de Janeiro é vendida na media de R$ 9,91, lá sai por R$ 20,26. E ainda existem as cervejas especiais de produção limitada, como a Nail Brewing Antarctic Nail Ale da Australia é preparada com água de um iceberg antártico, com produção de 30 garrafas e comercializadas em leilão por R$4.241.

O mercado cervejeiro no Brasil gera cerca de RS 21 bilhões em impostos em 2013, esse volume contribui diretamente para o desenvolvimento do país. Em abril de 2015, o governo reajustou a carga tributaria do setor das bebidas frias – que engloba cervejas, refrigerantes, águas, energéticos e isotônicos. Através da Lei 13.097 publicada no mesmo ano que altera as alíquotas do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) passará a ter alíquota de 6% incidente no desembaraço aduaneiro e na saída dos estabelecimentos industriais ou equiparados e para o PIS e COFINS na importação passara a ter alíquota de 2,32% e 10,68%, e nas vendas realizadas para pessoa jurídica varejista ou consumidor final as taxas foram reduzidas 19,82% e 20,03%;

No Brasil, 96% mercado de bebidas frias é tomado pelas maiores empresas do país, como as gigantes Ambev, Brasil Kirin, Grupo Petrópolis e Heineken. Segundo dados publicados jornal Valor Econômico, a indústria cervejeira fechou 2014 com crescimento de 5%, somou 14,147 bilhões de litros produzidos em 2013 e de acordo com o Anuário 2014 o faturamento foi de R$ 70 bilhões em 2013 e o setor é o 12º maior gerador de empregos no País. A fatia de 4% do mercado que as gigantes não tomaram pertence aos pequenos produtores de cervejas.

Nesse mercado, os micro e pequenos produtores estão ocupando um importante espaço no mercado nacional são responsáveis pelo desenvolvimento econômicos de suas comunidades, cidades, estados e até mesmo do país, envolve famílias, pequenas associações, que descentralizam na geração de emprego e renda. São consideradas cervejas caseiras e a artesanais, produzem a bebida como as grandes cervejarias, mas em volume menor. Possuem um grande potencial para crescer, como mostra a reportagem publicada em 02/2015 pela Revista Veja, onde a pequena Cervejaria Wäls, do estado de Minas gerais apresenta um faturamento anual de cerca 9 milhões de reais e produz 500 hectolitros de cerveja por mês. Esses números despertou atenção no mercado e a grande Ambev associa a Wäls em seu grupo, como mostra o site da empresa onde a união já trouxe um lançamento a cerveja Saison d’Alliance.

Dentro desse mercado que movimenta a economia brasileira existe também o fator de integrador social. Muitos brasileiros consomem a cerveja para comemorações entre amigos, happy hour no final de um dia cansativo de trabalho, para aliviar a tensões do dia a dia, para se refrescar no calor, para esquecer os problemas, são múltiplos os motivos que leva ao seu consumo. Existem estudos que comprovam que o consumo moderado de cerveja faz bem para saúde, trás benefícios nutricionais, faz bem para a mente e para o coração. Segundo a Serv Brasil 87,3% dos brasileiros bebem de forma moderada. Esse é um bom número, pois o objetivo do mercado não é estimular o consumo excessivo e irresponsável, somente interessa para a indústria o lucro advindo do consumo responsável. Pode se concluir esse artigo com um brinde a cerveja e pode se dizer que é um combustível que aquece a Brasil, fortalece amizades e trás saúde, mas o consumo deve ser moderado.

 

Fonte: VANESSA RIBEIRO DA SILVA

2017-11-05T16:54:46+00:00 By |Novidades|0 Comments